quarta-feira, 28 de abril de 2010

Situação japonesa pós Segunda Guerra Mundial

Após o fim da Segunda Guerra Mundial, o Japão se encontrava em ruínas. Suas principais cidades, , as indústrias e as linhas de transporte foram severamente danificadas. As sobras da máquina de guerra japonesa foram destruídas. Cerca de 500 oficiais militares cometeram suicídio logo após a rendição incondicional, e centenas de outros foram executados por cometerem crimes de guerra.

O país perdeu todos os territórios conquistados desde 1894. As ilhas Ryukyu, incluindo Okinawa, foram controladas pelos Estados Unidos, enquanto que as ilhas Kurile, ao norte, foram ocupadas pela União Soviética. A escassez de suprimentos continuou ainda por vários anos. Afinal, a população havia crescido mais que 2,4 vezes em relação ao começo do período Meiji, contando com 85 milhões de pessoas.

O Japão permaneceu ocupado pelos Aliados por quase sete anos após a sua rendição. As autoridades de ocupação, lideradas pelos Estados Unidos, representados pelo general Mac Arthur, empreenderam diversas reformas políticas e sociais - entre essas estava à reforma agrária que modificaria toda a sua estrutura fundiária tradicional, mas que fracassou. - e proclamaram uma nova constituição em 1947, que negava ao estado o direito de reconstruir uma força militar e resolver impasses internacionais através da guerra. As mulheres ganharam o direito de votar e os trabalhadores, de se organizarem e fazerem greves.

Pela nova constituição, o imperador perde todo o seu poder político e militar, passando a ser considerado meramente um símbolo do estado. O sistema de aristocracia foi abolido e em seu lugar entrou em vigor uma espécie de monarquia constitucional sob o controle de um parlamento. O primeiro ministro, chefe do executivo, deveria ser escolhido pelos membros da Dieta.

As relações exteriores, completamente interrompidas durante o período de ocupação americana, só foram retomadas a partir de 1951. Nesse ano o Japão assina o Tratado de São Francisco, que lhe dá o direito de resolver seus assuntos estrangeiros e lhe devolve a soberania. Todavia, o veto à manutenção de um exército é mantido. Além disso, o Japão é obrigado a pagar indenizações aos países vizinhos agredidos por ele durante a guerra.

A economia japonesa estava em crise, uma vez que o país tinha sua capacidade produtiva focada principalmente na produção de navios. Ao ser impedido de produzir a única coisa que realmente estavam capacitados, o país entrou em colapso. Sua economia estava estagnada e não havia condição de evoluir. A reabilitação econômica do país torna-se uma das maiores preocupações do povo e dos líderes japoneses a partir desse ponto. Com o apoio dos Estados Unidos e de outros países, o Japão integra-se a várias organizações internacionais.

Só com a Guerra da Coréia (1950-1953), que será explicada mais adiante, o Japão tem a oportunidade de reconstruir sua economia nacional. Na década de 60, com o apoio dos acordos comerciais, o Japão torna-se uma das principais potências econômicas e políticas, suficientemente forte para competir com as maiores potências mundiais.


Fontes:




Nenhum comentário:

Postar um comentário