quarta-feira, 16 de junho de 2010

Considerações Finais

Nosso objetivo nesse blog era falar da história dos países que compõe o Extremo Oriente – Japão, China, Taiwan, Coréia do Norte, Coréia do Sul, Hong Kong, Macau e Mongólia – durante todo o século XX até os dias atuais.

Alguns países como China, Japão e Coréia foram mais abordados devido a sua importância no cenário internacional e aos eventos históricos marcantes que lá aconteceram. Além disso, podemos explicar a história de países como Macau e Hong Kong através a história da China, por exemplo, uma vez que este país se faz muito presente naqueles.

O blog, para o nosso grupo, foi de grande aprendizado, pois tivemos a chance de pesquisar e nos aprofundarmos mais em eventos históricos que não são abordados profundamente nas salas de aula, uma vez que a história da nossa humanidade é narrada, principalmente, a partir do ponto de vista dos acontecimentos da Europa, mais especificamente Europa Ocidental.

Porém no extremo oriente encontramos várias curiosidades como os dois, dos poucos países remanescentes do sistema socialista: China e Coréia do Norte. Além disso, encontramos o país mais populoso do mundo, a China, com aproximadamente 1,3 bilhões de habitantes que, assim como o Japão, possui uma cultura milenar e muito diferente da nossa.

As tensões, entre muitos desses países da Asia oriental ainda são muito forte, com é o caso da Coréia do Norte e Coréia do Sul, a China e Taiwan, etc. Em suma, estudar o extremo oriente foi, antes de tudo, um prazer e uma forma de ver os eventos históricos mundiais, como a Segunda Guerra Mundial, por outro ângulo.

terça-feira, 15 de junho de 2010

Desvendando a China além das Muralhas: 1949 até os dias atuais

Vitorioso em 1949, o Partido Comunista Chinês, aproximou-se da União Soviética, assinando o Tratado de Amizade, Aliança e Ajuda com o presidente Stálin. No plano interno, o novo governo adotou medidas drásticas, como a nacionalização das indústrias e a reforma agrária, para enfrentar as dificuldades econômicas, que ressurgiram com a Guerra da Coréia (1950). O primeiro plano qüinqüenal, anunciado em 1935 por Chou En-lai, propunha uma nova linha geral de transição para o socialismo, priorizando a indústria pesada. Em 1955, a coletivização da agricultura acelerou-se com a organização de um milhão de cooperativas. Atingia-se, assim, o fim do capitalismo, implantando-se as três transformações socialistas básicas: expropriação da burguesia industrial, expropriação do comércio urbano e instalação do movimento cooperativo no campo.

Com as reformas, apesar de a produtividade industrial ter crescido 400% entre 1949 e 59, os salários só aumentaram 52%. Mao Tse-tung, aos primeiros sintomas de que o desenvolvimento socialista estava aquém das exigências sociais e ameaçando o governo do Partido Comunista, proclamou uma liberalização interna. É de maio de 1956 sua frase: “que cem flores desabrochem, que cem escolas de pensamento rivalizem entre si”.

As críticas contra o governo cresceram, e o Movimento das Cem Flores se intensificou, levando o governo a
reagir com uma grande campanha antidireitista que levou milhares de pessoas à prisão. Mao justificou-se dizendo que a Campanha das Cem Flores objetivava “fazer as serpentes saírem de suas tocas”.

Iniciado como um processo de democratização, o Movimento das Cem Flores acabou reforçando o poder do Partido Comunista Chinês, que, em agosto de 1957, decidiu-se pelo programa de reformas chamado Grande Salto para a Frente. Esta, ao deslocar subsídios econômicos para a agricultura, confirmava o predomínio da base camponesa do socialismo chinês.

A mobilização da população foi geral, e até intelectuais e estudantes foram conclamados para trabalhar no campo. Entretanto, mesmo com um crescimento de 65% da produção rural, as dificuldades obrigaram correções de rumo. Na verdade, o projeto Grande Salto teve resultado limitados, uma vez que as relações sino soviéticas tornaram-se mais difíceis, intensificando a oposição interna ao PCC e as dissidências.

Em fins de 1976, Hua Kuofeng assumiu o governo chinês, imprimindo uma linha política de centro, tornando os partidários de Chiang Ching extrema esquerda e o grupo de Deng Xiaoping, direita. Em 1977 ocorre a reabilitação de Deng e, a à medida que se deu sua ascenção no PCC, o grupo de Chiang Ching foi marginalizado, culminando com sua prisão e julgamento em 1981.

Enquanto Chiang era condenada como responsável pelos excessos da Revolução Cultural, Deng Xiaoping, agora líder do governo chinês, iniciava o período de desmaoização do país, afastando seus adeptos do governo. A imagem de Mao perdera totalmente a força.

A prioridade do governo Deng era a modernização da agricultura, da indústria, da defesa e das áreas de conhecimento, isto é, as quatro modernizações. Essas medidas atraíram para a China uma imensa onda de investimentos externos, fazendo com que o país intensificasse o início da reversão agrária da época de Mao, passando na década de 1980 a ter uma população rural abaixo de 80%. Entre 1980 e 1995 a China atraiu muitos investimentos estrangeiros, chegando a superar 170 bilhões de dólares.

No final de 1995, enquanto a China apresentava uma população próxima de 1,2 bilhão de habitantes, o seu PIB alcançava os 2,8 bilhões de dólares, consolidando um crescimento econômico superior aos 10% anuais. Da mesma forma, as reservas de divisas do país alcançavam um volume recorde de 58 bilhões de dólares em 1995, confirmando o desempenho exportador.

Mesmo atraindo a atenção mundial para o seu progresso, nem tudo era estabilidade. A disparidade do desenvolvimento entre as províncias acrescia-se à inflação chinesa decorrente dos subsídios às empresas estatais, dominando a metade da economia e sugando quase 40% dos recursos do governo. O crescimento da inflação bateu os 25% em 1994 e, em meio às medidas saneadoras, buscava-se um decréscimo a ser alcançado nos anos seguintes. Somando-se às dificuldades financeiras, a ineficiência burocrática era acompanhada de corrupção e desperdícios, tornando-se o inimigo principal, oficialmente declarado pelo governo, à necessária estabilidade exigida para o desenvolvimento.

Por outro lado, ficavam duas incógnitas para a continuidade do desenvolvimento chinês: em primeiro lugar, a sucessão de Deng Xiaoping por novas lideranças, afinadas ou não com a continuidade da integração ao capitalismo globalizado; em segundo lugar, a inerente contradição entre a abertura econômica sem a correspondente abertura política, juntando-se aos efeitos de uma economia de mercado, que, mesmo socialista, ampliava as desigualdades sociais.

Confirmando tal tendência, as pressões pela liberação política na China foram bastante expressivas na década de 80, atingindo seu ápice em abril de 1989 com a ocupação da praça da Paz Celestial, em Pequim. Como um novo “assalto ao céu” (busca do paraíso socialista), exigia-se liberdade de manifestação e de imprensa, num movimento liderado por estudantes. Entretanto o governo sufocou o movimento à força.

Nos anos 90, a China ampliou sua remodelação econômica iniciada no governo Deng Xiaoping, mas manteve sem alteração sua estrutura política, ou seja, a condição de “uma perestroika sem glasnost”, fortalecendo a incógnita do rumo histórico chinês para o final do século XX e início do XXI.

Graças à abertura a uma política de mercado de base socialista, a China é hoje a segunda potência comercial do mundo. A China apresenta hoje os mais respeitáveis índices de desenvolvimento tecnológico, educacional, industrial e comercial.

Pais de dimensões continentais e uma população superior a 1 bilhão e 300 mil habitantes com cultura milenar, constitui um mercado potencial para gerar grandes negócios, para onde hoje estão se voltando os interesses de grandes investidores do mercado mundial.

Para além das contribuições culturais outras quatro grandes invenções chinesas na área da tecnologia marcaram profundamente a história mundial:

  1. Bússola

  2. Impressão

  3. Papel

  4. Pólvora

Algumas outras importantes invenções chinesas:


  1. Ábaco oriental

  2. Estribo

  3. Besta (arma)

  4. Leme (navegação)

  5. Guarda-chuva

  6. Molinete de pesca    

Outras áreas científicas onde os chineses se distinguiram:



  • A astrologia chinesa e as suas constelações eram usadas com fins divinatórios.

  • Aplicaram conceitos matemáticos na arquitectura e na geografia. O π foi calculado por Zu Chongzhi até ao sétimo dígito no século V.

  • A alquimia é identificada com a química Taoísta, com bases diversas da química atual.

  • Foram levados a cabo estudos de biologia extensivos e muito pormenorizados, que, ainda hoje são procurados e consultados, como as farmacopeias, género de catálogo de plantas medicinais.

  • A medicina tradicional e a cirurgia foram, durante muito tempo, avançadas, havendo ainda hoje, muitos adeptos destas práticas médicas. Um exemplo conhecido é o da acupunctura. As autópsias eram consideradas sacrilégio. No entanto, houve quem violasse tal tabu, o que permitiu um mais vasto conhecimento sobre a anatomia interna humana.
Mas voltando para a questão econômica, a China possui atualmente uma das economias que mais crescem no mundo. A média de crescimento econômico deste país, nos últimos anos é de quase 10%. Uma taxa superior a das maiores economias mundiais, inclusive a do Brasil. O Produto Interno Bruto (PIB) da China atingiu 2,2 trilhões de dólares em 2006, fazendo deste país a quarta maior economia do mundo. Estas cifras apontam que a economia chinesa representa atualmente 13% da economia mundial.

Os principais dados e características da economia chinesa:


  •  Entrada da China, principalmente a partir da década de 1990, na economia de mercado, ajustando-se ao mundo globalizado;

  • A China é o maior produtor mundial de alimentos: 500 milhões de suínos, 450 milhões de toneladas de grãos;

  • É o maior produtor mundial de milho e arroz;

  • Agricultura mecanizada, gerando excelentes resultados de produtividade;

  • Aumento nos investimentos na área de educação, principalmente técnica;

  • Investimentos em infra-estrutura com a construção de rodovias, ferrovias, aeroportos e prédios públicos. Construção da hidrelétrica de Três Gargantas, a maior do mundo, gerando energia para as indústrias e habitantes;

  • Investimentos nas áreas de mineração, principalmente de minério de ferro, carvão mineral e petróleo;

  •  Controle governamental dos salários e regras trabalhistas. Com estas medidas as empresas chinesas tem um custo reduzido com mão-de-obra (os salários são baixos), fazendo dos produtos chineses os mais baratos do mundo. Este fator explica, em parte, os altos índices de exportação deste país.

  • Abertura da economia para a entrada do capital internacional. Muitas empresas multinacionais, também conhecidas como transnacionais, instalaram e continuam instalando filiais neste país, buscando baixos custos de produção, mão-de-obra abundante e mercado consumidor amplo.

  • Incentivos governamentais e investimentos na produção de tecnologia.

  • Participação no bloco econômico APEC (Asian Pacific Economic Cooperation), junto com Japão, Austrália, Rússia, Estados Unidos, Canadá, Chile e outros países;

  • A China é um dos maiores importadores mundiais de matéria-prima.

Embora apresente todos estes dados de crescimento econômico, a China enfrenta algumas dificuldades. Grande parte da população ainda vive em situação de pobreza, principalmente no campo. A utilização em larga escala de combustíveis fósseis (carvão mineral e petróleo) tem gerado um grande nível de poluição do ar. Os rios também têm sido vítimas deste crescimento econômico, apresentando altos índices de poluição. Os salários, controlados pelo governo, coloca os operários chineses entre os que recebem uma das menores remunerações do mundo. Mesmo assim, o crescimento chinês apresenta um ritmo alucinante, podendo transformar este país, nas próximas décadas, na maior economia do mundo.


Fonte:
http://www.grupoescolar.com/materia/a_china_hoje.html

O Japão desde a Guerra Fria aos anos 90: economia em ascenção

Com a Guerra Fria (1945 a 1991), os EUA posicionaram mais tropas no Japão – além das que já estavam após a Segunda Guerra Mundial - e estimulam a perseguição aos comunistas e a criação de forças para autodefesa. Essas idéias foram bem-vindas pelos conservadores, mas causaram protestos e insatisfação das classes populares, dos comunistas e socialistas.

Em 1969 os americanos abandonam cerca 50 bases militares lá instaladas, devolvendo Okinawa – província ao sul do Japão - três anos mais tarde. Paralelamente aos esforços de fortalecer a economia, a diplomacia japonesa também se orientou. O Japão foi admitido à ONU em 1956, e em 1960 renova tratados com os EUA. No mesmo ano as reparações aos países vizinhos são todas pagas.

O Japão, que perdera a chance de organizar a Olimpíada de 1940, cancelada por causa da Guerra, tive finalmente a oportunidade de abrigar os Jogos Olímpicos em 1964. E para isso os japoneses, que já despontavam como potência econômica, não pouparam recursos e gastaram bilhões de dólares na Olimpíada. Como de esperado a organização esteve perfeita. Os japoneses também tiveram grande performance nos esportes, porém a decepção foi enorme quando um dos seus maiores ídolos, Akio Kaminaga do judô, foi derrotado pelo holandês Anton Geesink na categoria absoluto.


Os destaques da Olimpíada

Nas piscinas, o americano Don Schollander conquistou 4 medalhas de ouro, fato inédito até então, nos 100m e 400m nado livre e revezamentos 4x100m e 4x200m livre. Na pistas de atletismo o neozelandês Peter Snell venceu nos 800m e 1.500m. Já Abebe Bikila,dominou a maratona e venceu com o recorde mundial de 2:12:11.

Curiosidades da Olimpíada

O nadador americano Dick Roth foi internado com apendicite na véspera de disputar a sua prova dos 400 metros medley. Apesar da insistência dos médicos, o americano recusou-se a submeter-se à operação. Assinou um termo de responsabilidade, nadou os 400 metros medley e conquistou a medalha de ouro! Saiu da piscina direto para a mesa de operação.

Resumo da Olimpíada:

Nações participantes: 93

Atletas: 5.140 (4.457 homens, 683 mulheres)

Esportes: 20

Classificação:

Primeiro lugar URSS
Segundo lugar EUA
Terceiro Lugar Alemanha
Quarto lugar Japão
Quinto Itália
Sexto Polônia
Sétimo Hungria
Oitavo Austrália
Nono Grã-Bretanha
Décimo Tchecoslováquia



Em 1965 o Japão, estabelece relações formais com a Coréia. As desgastadas relações diplomáticas com a China são normalizadas em 1972. A partir de 1975, o país passa a integrar as conferências anuais com os sete países mais industrializados do planeta.

Em 1973 a crise do óleo abala a economia japonesa, que sofre um afrouxamento na expansão econômica e uma crise monetária. O primeiro ministro Kakuei Tanaka declara então "estado de urgência" para combater a crise. A reação da economia, tão dependente do óleo, foi o fortalecimento das indústrias de alta tecnologia.

A recuperação diplomática e econômica do país foi bastante auxiliada pela dominação no parlamento do conservador Partido Liberal Democrático (PLD), que dura até hoje.

A partir do começo da década de 90 o Japão firma-se como a segunda maior potência econômica mundial, acumulando saldos gigantescos no comércio exterior, principalmente nas relações comerciais com os Estados Unidos.


FONTES:
http://www.portalsaofrancisco.com.br/alfa/historia-do-japao/japao-pos-guerra.php
http://www.copacabanarunners.net/toquio1964.html