quinta-feira, 29 de abril de 2010

Breve histórico da Mongólia



A Mongólia é um grande país no interior da Ásia, localizado entre a Sibéria, ao norte, e a China, ao sul. Uma imensa e escassamente povoada estepe, suas terras são divididas pelo deserto de Gobi em Mongólia Interior e Exterior. Durante o século XVII, os manchus passaram a controlar a Mongólia Interior e, posteriormente, a Mongólia Exterior.


A Mongólia permaneceu parte do Império Chinês até a queda da dinastia Qing, em 1911, apesar de a Rússia representar um grande desafio para a região nos últimos anos.

Enquanto a Mongólia Interior permanecia sob domínio dos chineses, a Mongólia Exterior tornou-se independente em 1911 e reafirmou-se após sofrer breves ocupações dos chineses e russos brancos em 1919 e 1921. A Mongólia Exterior tornou-se comunista em 1924 e manteve a política de aliança com a antiga União Soviética.

Em julho de 1990, A Mongólia tornou-se uma democracia multipartidária, mas o Partido Comunista, atual Partido Revolucionário do Povo da Mongólia, manteve o poder com Dashiyn Byambasuren após as eleições realizadas em 29 de julho de 1990.

O comércio com a antiga União Soviética declinou e o decorrente desenvolvimento de uma crise econômica desencadeou um racionamento de alimentos em janeiro de 1991. Neste mesmo ano, no mês de Novembro, começaram uma discussão a cerca de uma nova constituição que entrou em vigor em 12 de fevereiro.

Em 1992, o primeiro-ministro negociou com sucesso uma cooperação comercial com a Rússia. Uma nova constituição resultou em uma eleição geral, vencida novamente pelo Partido Revolucionário do Povo da Mongólia

Até hoje a Mongólia é um país nômade por excelência. Por mais que a capital, Ulan Bator, aglutine cada vez mais gente em blocos de apartamentos herdados de 75 anos de comunismo, metade dos 2,5 milhões de habitantes do país ainda vive da criação de animais e mora numa ger (lê-se "guér"), a tenda redonda tradicional, revestida de lã de camelo para proteger do frio do inverno. Fora as antenas parabólicas, cada vez mais comuns, as tendas continuam praticamente iguais às de 800 anos atrás, quando Gêngis Khan (por lá, Chinggis Khaan pronuncia-se "tchinguis ram") unificou os clãs espalhados pela região e iniciou a conquista do que viria a ser o mais extenso império territorial da história.


FONTE:

http://www.portalsaofrancisco.com.br/alfa/imperio-mongol/historia-da-mongolia.php
http://www.worldlingo.com/ma/enwiki/en/History_of_modern_Mongolia

Breve histórico de Macau: de ex-colônia Portuguesa à área de influecia Chinesa

Da pequena península lançaram os portugueses o alicerce de um contínuo e proveitoso comércio, liderando durante cerca de um século (1543-1639) as ligações comerciais entre a China e o Japão, e deixando marcas civilizacionais da sua passagem. A Igreja Católica acompanhou os portugueses nas suas relações com o Oriente, tendo ficado a dever-se à ação dos jesuítas grande parte da difusão do catolicismo por esta parte do mundo, incluindo a China e o Japão. Foram aliás, os jesuítas os fundadores do Colégio de S. Paulo, verdadeiro centro de formação e irradiação católica na Ásia, um precioso legado ainda hoje testemunhado pela imponente presença da fachada da antiga Igreja de S. Paulo

Macau nunca foi uma colônia no sentido restrito do termo, sobretudo se comparada com as ex-colónias portuguesas. Logo, quando Portugal renunciou às colônias, na seqüência da revolução e da mudança de regime ocorrido em 25 de Abril de 1974, Macau foi menos afetado pelo movimento de descolonização. A política então iniciada pelo Governo de Lisboa levou, pela primeira vez em mais de quatro séculos, a uma definição do sistema político-administrativo de Macau. Uma primeira fórmula, politicamente viável, foi encontrada a 8 de Fevereiro de 1979, por ocasião da assinatura do tratado que restabelecia as relações diplomáticas entre Portugal e a China. A declaração então proferida em Paris referia explicitamente "o princípio do mútuo respeito pela soberania e integridade territorial", reconhecendo implicitamente Macau como território chinês sob administração portuguesa.

Já em 1974, logo após a Revolução, Portugal tinha aberto portas ao restabelecimento de relações diplomáticas com a China, com vista à resolução do sistema político de Macau, anunciando-se que Lisboa não tinha nenhuma intenção de manter a soberania sobre Macau contra a vontade das autoridades de Pequim. O processo culminou na assinatura, em Abril de 1987, da Declaração Conjunta Luso-Chinesa sobre a Questão de Macau, documento histórico que permitiu definir o enquadramento geral das grandes questões fundamentais para o futuro de Macau e das suas gentes.

Nos termos desse acordo, que tem força de direito internacional e está depositado nas Nações Unidas, o Território passou, em 20 de Dezembro de 1999, para a soberania da China, instituindo-se a Região Administrativa Especial de Macau, um espaço com elevado grau de autonomia, com órgãos de Governo e leis próprias, que se manterá inalterado durante os cinqüenta anos seguintes o sistema político, judicial, social, cultural e econômico atualmente em vigor, incluindo a manutenção do português como segunda língua oficial, salvaguardando um amplo quadro de direitos, liberdades e garantias de matriz portuguesa, humanista e ocidental.

FONTE:

http://www.uarte.mct.pt/activ/macau/cd-rom/histori2.htm

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Situação japonesa pós Segunda Guerra Mundial

Após o fim da Segunda Guerra Mundial, o Japão se encontrava em ruínas. Suas principais cidades, , as indústrias e as linhas de transporte foram severamente danificadas. As sobras da máquina de guerra japonesa foram destruídas. Cerca de 500 oficiais militares cometeram suicídio logo após a rendição incondicional, e centenas de outros foram executados por cometerem crimes de guerra.

O país perdeu todos os territórios conquistados desde 1894. As ilhas Ryukyu, incluindo Okinawa, foram controladas pelos Estados Unidos, enquanto que as ilhas Kurile, ao norte, foram ocupadas pela União Soviética. A escassez de suprimentos continuou ainda por vários anos. Afinal, a população havia crescido mais que 2,4 vezes em relação ao começo do período Meiji, contando com 85 milhões de pessoas.

O Japão permaneceu ocupado pelos Aliados por quase sete anos após a sua rendição. As autoridades de ocupação, lideradas pelos Estados Unidos, representados pelo general Mac Arthur, empreenderam diversas reformas políticas e sociais - entre essas estava à reforma agrária que modificaria toda a sua estrutura fundiária tradicional, mas que fracassou. - e proclamaram uma nova constituição em 1947, que negava ao estado o direito de reconstruir uma força militar e resolver impasses internacionais através da guerra. As mulheres ganharam o direito de votar e os trabalhadores, de se organizarem e fazerem greves.

Pela nova constituição, o imperador perde todo o seu poder político e militar, passando a ser considerado meramente um símbolo do estado. O sistema de aristocracia foi abolido e em seu lugar entrou em vigor uma espécie de monarquia constitucional sob o controle de um parlamento. O primeiro ministro, chefe do executivo, deveria ser escolhido pelos membros da Dieta.

As relações exteriores, completamente interrompidas durante o período de ocupação americana, só foram retomadas a partir de 1951. Nesse ano o Japão assina o Tratado de São Francisco, que lhe dá o direito de resolver seus assuntos estrangeiros e lhe devolve a soberania. Todavia, o veto à manutenção de um exército é mantido. Além disso, o Japão é obrigado a pagar indenizações aos países vizinhos agredidos por ele durante a guerra.

A economia japonesa estava em crise, uma vez que o país tinha sua capacidade produtiva focada principalmente na produção de navios. Ao ser impedido de produzir a única coisa que realmente estavam capacitados, o país entrou em colapso. Sua economia estava estagnada e não havia condição de evoluir. A reabilitação econômica do país torna-se uma das maiores preocupações do povo e dos líderes japoneses a partir desse ponto. Com o apoio dos Estados Unidos e de outros países, o Japão integra-se a várias organizações internacionais.

Só com a Guerra da Coréia (1950-1953), que será explicada mais adiante, o Japão tem a oportunidade de reconstruir sua economia nacional. Na década de 60, com o apoio dos acordos comerciais, o Japão torna-se uma das principais potências econômicas e políticas, suficientemente forte para competir com as maiores potências mundiais.


Fontes:




Conseqüências da Segunda Guerra no âmbito mundial

"Os prejuízos da Segunda Guerra Mundial foram enormes, principalmente para os países derrotados. Foram milhões de mortos e feridos, cidades destruídas, indústrias e zonas rurais arrasadas e dívidas incalculáveis. O racismo esteve presente e deixou uma ferida grave, principalmente na Alemanha, onde os nazistas mandaram para campos de concentração e mataram aproximadamente seis milhões de judeus.

Com o final do conflito, em 1945, foi criada a ONU ( Organização das Nações Unidas ), cujo objetivo principal seria a manutenção da paz entre as nações. Inicia-se também um período conhecido como Guerra Fria, colocando agora, em lados opostos, Estados Unidos e União Soviética. Uma disputa geopolítica entre o capitalismo norte-americano e o socialismo soviético, onde ambos países buscavam ampliar suas áreas de influência sem entrar em conflitos armados ."

Fonte:
http://www.suapesquisa.com/segundaguerra/

terça-feira, 13 de abril de 2010

Hiroshima e Nagasaki

No dia 6 de Agosto de 1945, ao final da Segunda Guerra Mundial, a cidade japonesa de Hiroshima foi desnecessariamente bombardeada pela força aérea americana. Três dias mais tarde segui-se o bombardeio de Nagasaki. Sua justificativa era forçar o rendição do Japão, porém, o que ficou evidenciado era que ambas faziam parte de uma verdadeira demonstração de força do armamento nuclear dos EUA.
As cidades foram escolhida por estarem situadas exatamente entre vales, o que facilitaria a avaliação dos danos causados pela nova tecnologia bélica, a qual nunca até então havia sido usada e nem se sabia quais seriam suas consequências. Soma-se a isso o fato de que essas cidades nunca sofreram ataques durante a Segunda Guerra, ou seja, era pouco vigiadas.
A detonação da Little Boy, como era chamada a bomba que causou a morte de mais de 250 mil pessoas em Hiroshima, foi ouvida até o alcance das cidades vizinhas. Ela destruiu tudo o que encontrava num raio de dois quilômetros e meio, devastando vegetação e estrutura da cidade. Porém, o aporte térmico da bomba teve um alcance ainda maior. A detonação da Fat Man sobre Nagasaki causou tanta destruição quanto em Hiroshima.
Sobreviventes que sofreram fortes queimaduras devidas á propagação do intenso calor, fora da área de explosão, andavam pelas ruas sem saber o que havia acontecido. A radioatividade se espalhou provocando chuvas ácidas, causando a contaminação da região, incluindo lagos, rios, plantações. Os sobreviventes foram atendidos dias depois, o que ocasionou a morte lenta e agonizante de muitos. Até os dias de hoje os descendentes dos habitantes afetados sofrem os efeitos da radioatividade.
Tempos depois a cidade foi sendo reconstruída. Após mais de 60 anos decorridos da tragédia que marcou a história mundial, Hiroshima se transformou numa cidade moderna e desenvolvida, com árvores, prédios, pessoas circulando e carros, como em qualquer outra. Contudo, as lembranças continuam vivas dentro de cada um. Sendo assim foi construído o Memorial da Paz de Hiroshima, uma das atrações mais visitadas no Japão, servindo de apelo à paz e um acervo cultural.

Fonte
http://adluna.sites.uol.com.br/400/419.htm

O Japão Assola o Oriente

O vitorioso ataque japonês à base americana de Pearl Harbor, em 7 de setembro de 1941, efetivamente eliminou, como pretendiam os japoneses, a ameaça de intervenção americana em suas operações no sudeste do Pacífico. Uma quantidade de outras operações simultâneas ao ataque a Pearl Harbor, deveria levar ao colapso extraordinariamente rápido da resistência ocidental no extremo oriente.

A primeira a cair foi Hong Kong, que tinha a fraqueza inerente de estar situada a apenas 650 km das bases aéreas japonesas em Formosa e a 2.600 km da base britânica em Cingapura. Hong Kong foi atacada do continente a 8 de dezembro por uma poderosa força japonesa, que, depois de vencer os obstáculos iniciais, desembarcou na extremidade nordeste da ilha e avançou para o sul, cortando as forças de defesa pelo meio. Dezoito dias após o início da operação, a guarnição de Hong Kong capitulou.

Ainda no mesmo dia do ataque a Pearl Harbor, aviões japoneses investiram contra uma base aérea americana em Luzon, a maior das ilhas da Filipinas. O ataque pegou os americanos desprevenidos, e uma considerável proporção do esquadrão americano em Luzon foi danificado ou destruído, dando aos Japoneses a superioridade aérea que muito contribuiria para a sua conquista das Filipinas. O comandante americano em Luzon era o General Douglas MacArthur, que dispunha de cerca de 110.000 soldados filipinos e por volta de 30.000 soldados de linha. Os primeiros, inadequadamente treinados, foram espalhados ao longo da costa da ilha, enquanto os demais estavam concentrados perto de Manila. Quando as primeiras tropas japonesas, comandadas pelo General Homma, desembarcaram em Luzon, tiveram pouca dificuldade de romper as defesas do exército filipino, e logo estava, se dirigindo para o interior, rumo a Manila. Nessa altura, MacArthur retirou seus homens para a península fortificada da Bataan, movimento esse que foi vitoriosamente efetuado em 6 de janeiro de 1942, apesar do incessante ataque aos americanos em retirada. A área ocupada pelas tropas de MacArthur atrás de suas defesas na península não eram mais que meros 80 km de terreno infestado de malária. Os americanos, isolados de qualquer reforço, resistiram bravamente, embora seus efetivos estivessem sendo dizimados pela febre. Os japoneses foram igualmente reduzidos pela malária, mas receberam reforços em março e gradualmente empurraram os defensores para a extremidade da península. A 9 de abril o comandante americano (na ausência de MacArthur) capitulou.

Então um violento ataque japonês foi desferido contra a ilha de Corregidor, a apenas 3 km de Bataan, cuja guarnição agüentou uma terrível fuzilaria por parte da aviação japonesa e pela artilharia sediada em Bataan. No começo de julho estava tudo acabado, e as forças remanescentes se renderam, deixando os japoneses como senhores do norte das Filipinas.

A quarta operação japonesa começou em 8 de dezembro de 1941 e consistiu em desembarques em três pontos da península malaia: Singora, Patani e Kora Bharu, seu objetivo era tomar a Malásia e a vital base naval de Cingapura, que simbolizava o conjunto da presença ocidental armada no oriente, nas mãos dos ingleses. Todos esses desembarques foram feitos na costa leste, mas enquanto uma força diversionária avançava pelo leste da península, a força principal movia-se para o interior e entrava na Malásia pelo lado oeste.

Nesse ponto o poder marítimo britânico no oriente recebeu um duro golpe, que deveria facilitar grandemente a conquista japonesa da Malásia e Cingapura. O moderno navio de guerra King George V, o Prince of Wales, acompanhado pelo antigo cruzador Repulse, navegava sob o comando do Almirante Phillips para interceptar transportes japoneses que haviam acabado de desembarcar em Kuantan, na península malaia, quando os dois navios foram atacados por um grande numero de bombardeiros e lança-torpedos japoneses. Na falta de cobertura de um porta-aviões de acompanhamento (pois não havia nenhum disponível no momento), os navios apenas puderam se defender com fogo antiaéreo e afundaram após duas horas de ininterrupto e preciso bombardeiro japonês. Sua destruição permitiu que o programa japonês de desembarques prosseguisse sem obstáculos e acelerou a queda da Malásia e Cingapura. Encontrando resistência mal organizada e apoiados por uma inquestionável superioridade aérea, os invasores, comandados pelo General Yamashita, conquistaram a Malásia em dois meses. A 31 de janeiro de 1942, o remanescente das forças britânicas na região cruzou o estreito para a ilha de Cingapura.

A defesa da ilha era dificultada pelo fato de sua base naval ter sido construída para resistir a ataques vindos do mar. Assim, quando os japoneses vieram pela porta dos fundos, desembarcando na ilha à força em 8 de fevereiro, foram rapidamente capazes de estabelecer uma base de operações. Embora numericamente inferiores aos defensores, os japoneses estavam mais bem liderados, mais bem treinados e mais bem apoiados pelo ar. Logo estavam empurrando os ingleses para o sul, e apesar das exortações de Churchill para que se lutasse até a morte pela honra do império, as forças britânicas, cerca de 60.000 homens no total, capitularam depois de uma semana, a 15 de fevereiro com Cingapura em chamas ao seu redor. Este foi um dos piores reveses jamais ocorridos na historia militar britânica.

A queda de Cingapura seria seguida de perto pela entrada dos japoneses em Rangum, a 8 de março, e pela subseqüente retirada britânica para a Índia, pela fronteira indo-birmanesa. A conquista da Birmânia representou a consumação dos objetivos estratégicos japoneses no cenário oriental: o estabelecimento de uma inexpugnável barreira de defesa indo das Filipinas à fronteira da Índia, atrás da qual poderiam prosseguir insensatamente na sua intenção de colocar a China sob controle Japonês. Além disso, podiam garantir os fornecimentos de petróleo de que o embargo americano os privara.

A conquista Birmânia foi realizada por uma força japonesa comparativamente menor. Começou na metade de dezembro de 1941. Com um avanço para o norte da Birmânia, partindo da Malásia e da Tailândia. As forças britânicas de defesa logo se puseram em retirada, e no começo de março, quando os japoneses se encontravam perto de Rangum, a passagem ocidental para a China, seu comandante, o General Sir Harold Alexander, resolveu não tentar defender a cidade. O objetivo era recuar e defender Mandalay, que ainda poderia dar aos ingleses um elo com a China através da estrada da Birmânia. Mas os japoneses avançaram, depois de receber pesados reforços de tropas e aviões e em pouco tempo ficou claro que Mandalay também não podia ser defendida.

Os ingleses então começaram um recuo de 320 km em direção da fronteira, e no começo de maio já se encontravam a salvo, do outro lado. O número de feridos ultrapassou de longe o de japoneses, embora a maioria se tenha salvado, mas a Birmânia, a Tailândia, a Malásia e Cingapura estavam firmemente nas mãos dos japoneses. A barreira de defesa estava completa - seis meses depois de Pearl Harbor - e a Inglaterra tinha perdido todo o seu sustentáculo no Oriente

Bibliografia
http://www.2guerra.com.br/sgm/index.php?option=com_content&task=view&id=21&Itemid=28

terça-feira, 6 de abril de 2010

Segunda Guerra Mundial (1939-1945)

Vários foram os motivos que influenciaram o início da Segunda Guerra Mundial que se iniciou na Europa e, rapidamente, espalhou-se pela África e Ásia. Um dos mais importantes  foi o surgimento, na década de 1930, na Europa, de governos totalitários com fortes objetivos militaristas e expansionistas. Como por exemplo, na Alemanha com o nazismo e a Itália o Fascismo.
Tanto a Itália quanto a Alemanha passavam por uma grave crise econômica no início da década de 1930, com milhões de cidadãos sem emprego. Uma das soluções tomadas pelos governos fascistas destes países foi a industrialização, principalmente na criação de indústrias de armamentos e equipamentos bélicos (aviões de guerra, navios, tanques, etc).
Na Ásia, o Japão também possuía fortes desejos de expandir seus domínios para territórios vizinhos e ilhas da região. Estes três países, com objetivos expansionistas, uniram-se e formaram o Eixo. Um acordo com fortes características militares e com planos de conquistas elaborados em comum.
O marco inicial ocorreu no ano de 1939, quando o exército alemão invadiu a Polônia. De imediato, a França e a Inglaterra declararam guerra à Alemanha. De acordo com a política de alianças militares existentes na época, formaram-se dois grupos : Aliados (liderados por Inglaterra, URSS, França e Estados Unidos) e Eixo (Alemanha, Itália e Japão ).
O período de 1939 a 1941 foi marcado por vitórias do Eixo, lideradas pelas forças armadas da Alemanha, que conquistou o Norte da França, Iugoslávia, Polônia, Ucrânia, Noruega e territórios no norte da África. O Japão anexou a Manchúria, enquanto a Itália conquistava a Albânia e territórios da Líbia.
Em 1941 o Japão ataca a base militar norte-americana de Pearl Harbor no Oceano Pacífico (Havaí). Após este fato, considerado uma traição pelos norte-americanos, os Estados Unidos entraram, de fato, no conflito ao lado das forças aliadas.
De 1941 a 1945 ocorreram às derrotas do Eixo, iniciadas com as perdas sofridas pelos alemães no rigoroso inverno russo. Neste período, ocorre uma regressão das forças do Eixo que sofrem derrotas seguidas. Com a entrada dos EUA, os aliados ganharam força nas frentes de batalhas.
Este importante e triste conflito terminou somente no ano de 1945 com a rendição da Alemanha e Itália. O Japão, último país a assinar o tratado de rendição, ainda sofreu mais...

Bibliografia:

http://www.suapesquisa.com/segundaguerra/

LINHA DO TEMPO - segundo a perspectiva Japonesa (produzida pelo grupo)


Japão e China se confrontam

Na noite de 7 de julho de 1937, tropas japonesas travaram luta com soldados chineses na localidade de Lukochiao, nos subúrbios da cidade de Peiping. Tal incidente foi imediatamente aproveitado pelos dirigentes militares japoneses para levar adiante seus planos de conquista da China. Sem delongas, tropas da Manchúria e do Japão penetraram pelas províncias do norte da China e intimaram as autoridades locais a submeterem-se. A intimidação fracassou e deu origem ao imediato reinício das hostilidades. Em 30 de julho, forças japonesas ocuparam Peiping e prosseguiram seu avanço na direção sul.

Para enfrentar a agressão japonesa, Chiang Kai-shek dispunha de um exército numericamente superior, porém carente quase por completo de armas modernas e de uma indústria bélica capaz de abastecer as tropas empenhadas na luta. Sua força aérea dispunha de menos de 500 aviões, na sua maioria antiquados, modelos de fabricação russa e americana. Assim, o exército japonês, perfeitamente treinado e equipado com armas modernas e tanques, conseguiu levar de roldão as forças chinesas que tentaram conter sua penetração. A aviação japonesa, provida de aviões de fabricação recente, entre os quais se destacava o veloz caça Zero, conseguiu facilmente conquistar a supremacia aérea nos céus da China e submeteu suas cidades a devastadores bombardeios.

O conflito estendeu-se rapidamente para o sul. Em 13 de agosto, forças do exército, da marinha e da aviação japonesa atacaram o porto de Xangai, principal centro industrial e comercial da China. Durante três meses, os exércitos de Chiang Kai-shek ofereceram encarniçada resistência, mas, finalmente, tiveram que retirar-se e a cidade caiu nas mãos dos japoneses. Ambos os lados sofreram pesadas perdas na luta.

Conquistada Xangai, as forças encaminharam-se ao longo do rio Yangtze, na direção de Nanquim, sede do governo nacionalista, superando com suas unidades blindadas a resistência desesperada das tropas chinesas. Esquadrilhas de bombardeiros e caças japoneses apoiavam constantemente o avanço das forças de terra e submeteram Nanquim a violentos ataques. Em 13 de dezembro de 1937, a cidade foi conquistada. Chiang Kai-shek, entretanto, já havia transferido a sede de seu governo para Chungking, cidade situada no interior do país. Ali conseguiu manter-se rechaçando os ataques japoneses até o fim...

Defrontados com inesperada e inflamada resistência por parte dos chineses, os japoneses resolveram acelerar suas manobras, a fim de dar rápido término à guerra. O objetivo seguinte foi o nó ferroviário de Hankow, cuja posse permitiria cortar definitivamente as comunicações entre o norte e o sul da China. Utilizando-se de uma força de cerca de 12 divisões, em junho de 1938 iniciaram o ataque a Hankow, deslocando-se pelas duas margens do Yangtze. Uma poderosa flotilha entrou simultaneamente pelas águas do rio, a fim de apoiar a ofensiva.

O comando japonês lançou suas forças sobre Hankow, em manobra de pinça. Uma coluna avançou pelo sul, mas foi rechaçada pelos chineses, sofrendo pesadas perdas. Ao norte do Yangtze, outras duas colunas abriram passagem na direção da cidade, sustentando violentos combates. Finalmente, depois de quatro meses de luta incessante, as tropas conseguiram quebrar a resistência chinesa. A 25 de outubro Hankow foi ocupada pelos japoneses. Quatro dias antes, Cantão, importante porto do sul da China, também caíra e todo o litoral chinês foi ocupado pelos japoneses.

Essas vitórias, contudo, não causaram desânimo na vontade de Chiang Kai-shek no prosseguimento da luta até o fim. Seus exércitos, entrincheirados nas agrestes regiões do interior, impediram as tentativas dos japoneses de penetração até Chungking. Além do mais, nas zonas ocupadas organizaram-se aceleradamente forças de guerrilhas, cujos ininterruptos ataques forçaram os japoneses a dividir seus exércitos, para manter o controle dos territórios conquistados. Então, a guerra entrou numa fase de estacionamento. O Japão conseguira ocupar as principais cidades e portos da China, mas não pôde obter uma vitória definitiva...

Em 1937, ao dar-se o ataque japonês, o governo chinês apelara para a Liga das Nações em busca de auxílio. Entretanto, esta perdera toda a sua capacidade de ação e limitara-se a redigir uma simples resolução, condenando a agressão japonesa. No mês de outubro, o Presidente Roosevelt, na cidade de Chicago, pronunciou um enérgico discurso, em que anunciou a possibilidade de iniciar-se uma ação coletiva para deter a política imperialista do Japão. Suas palavras, porém, não encontraram eco na opinião pública e nos meios parlamentares, decididos a manter o país à margem de qualquer conflito bélico.

Por iniciativa da Inglaterra e aprovação do governo de Washington, os países que assinaram em 1922 o tratado que garantia a independência da China, reuniram-se, no mês de novembro de 1937, em Bruxelas, para estudar uma fórmula de pôr fim na guerra sino-japonesa. De antemão, porém, a conferência estava condenada ao fracasso. Nenhum dos países estava disposto a arriscar-se numa intervenção armada contra o Japão e, também, não desejavam pressionar o governo chinês a estabelecer um armistício, que permitisse aos japoneses conservar alguma parte dos territórios conquistados.

A reunião chegou ao fim, sem que se adotasse qualquer mediada efetiva. Desta forma, perdeu-se a última oportunidade de pôr um freio à política agressiva do Japão, que culminaria com a eclosão da guerra no Pacífico em 1941.

Bibliografia
http://adluna.sites.uol.com.br/400/419.htm

O território da Manchúria é ocupado

Em princípios de 1931, os dirigentes militares japoneses propiciaram a adoção de uma política forte na Manchúria, a fim de impedir a crescente influência do governo nacionalista chinês de Chiang Kai-shek sobre o referido território. A Manchúria era governada por um ditador local, o Marechal Chang Hsueh-Liang, que se declarara partidário entusiasta da política de reconstrução nacional posta em prática por Chiang Kai-shek. Portanto, para os militares japoneses seria necessário atuar rapidamente, a fim de frustrar a referida política.

Um incidente serviu de pretexto para desencadear a agressão. Na noite de 18 de setembro de 1931 uma bomba explodiu na linha ferroviária japonesa, que corre entre Port Arthur e a cidade de Mukdem, capital da Manchúria. Imediatamente, as forças japonesas encarregadas da custódia da ferrovia lançaram-se ao ataque e ocuparam as principais cidades ao sul da Manchúria. Sem esperar ordens do governo de Tóquio, o General Hayashi, chefe dos exércitos japoneses na Coréia, cruzou a fronteira e converteu o incidente em conflito de grande escala.

Sem demora, o governo chinês apelou para a Liga das Nações, porém esta limitou-se a pedir aos contendores a cessação da luta e enviou uma comissão para investigar. A China declarou o boicote na importação de mercadorias japonesas, medida que não tardou a provocar reação armada dos japoneses. Em 28 de janeiro de 1932, uma força naval comandada pelo Almirante Shirosawa desembarcou no porto de Xangai tropas de infantaria da marinha que atacaram a vizinha cidade de Chapei. Começou, assim, encarniçada e sangrenta luta em torno de Xangai, que se prolongou até o fim do mês de março. Finalmente, por mediação da Inglaterra, os japoneses foram induzidos ao armistício e reembarcaram suas tropas. Enquanto isso, na Manchúria, os japoneses apoderaram-se da cidade de Chinchow, onde o Marechal Chang Hsueh Ling instalara a sede de seu governo, depois da ocupação de Mukden. A submissão da Manchúria ficou, assim, praticamente assegurada. Em 18 de fevereiro de 1932, os japoneses proclamaram a independência da Manchúria e mais tarde a denominaram Manchukuo e a convertem num estado títere, governado pelo imperador Pu Yi, último monarca da China.

O êxito da agressão japonesa na Manchúria provocou uma crise na ordem internacional instaurada ao término da Primeira Guerra Mundial pela paz de Versalhes. A Liga das Nações, depois de longas discussões, resolveu exigir do Japão a evacuação do território manchu e negou-se a reconhecer o Estado de Manchukuo; todavia, não assumiu nenhuma medida prática para garantir o cumprimento dessas resoluções. Dessa maneira, o Japão abandonou a Liga das Nações em março de 1933 e prosseguiu sem mudar sua política agressiva. Este precedente não demoraria a ser imitado por Hitler e Mussolini.

Em 1948,a Manchúria passou a fazer parte da República Popular da China e, em 1955, a China recebeu também as cidades de Port Arthur e Dairen, bem como o controlo do Transiberiano. A Manchúria acabaria por se tornar uma das principais zonas industrializadas do país.


Bibliografia
http://adluna.sites.uol.com.br/400/419.htm
http://www.infopedia.pt/$manchuria

Anos de crises

A disputa entre os EUA e o Japão pelo controle do oceano Pacífico começou quando este anexou, em 1914, os arquipélagos das Marshall, Marianas e Palaos, que estavam sob domínio alemão. Com medo do expansionismo Japonês, os Estado-unidenses reforçaram as defesas de suas bases nas ilhas do Havaí, Wake, Guam e Filipinas.

O governo dos Estados Unidos, visando frear a expansão americana, coloca em debate a Conferência Naval de Washington - assim chamada por ter sido celebrada em nesta cidade – que foi discutida de 12 de novembro de 1921 a 6 de fevereiro de 1922. Essa conferência, “produziu os primeiros grandes acordos internacionais de desamamente desde o Congresso de Viena em 1815 […] também marcou o surgimento dos EUA como importante ator diplomático, apesar de o país ter rejeitado o Tratado de Versalhes no fim da Primeira Guerra Mundial” ¹
Conferência Naval de Washington produziu três tratados importantes, são eles:

  •  “Tratado de Limitação Naval das Cinco Potências — assinado em 6 de fevereiro de 1922 por Estados Unidos, Reino Unido, Japão, França e Itália — restringiu os signatários a uma cota fixa de navios de guerra e cruzadores de guerra (navios capitais). […]
  • Pacto das Quatro Potências — assinado por Estados Unidos, Reino Unido, Japão e França em 13 de dezembro de 1921 —[…] O Pacto das Quatro Potências acabou com a Aliança Anglo-Japonesa de 1902 e criou esferas de interesse protegidas no Pacífico para cada um dos signatários. Os países prometeram resolver futuros conflitos por meio de arbitragem e não de guerra. […]
  • Pacto das Nove Potências - assinado por Estados Unidos, Reino Unido, Japão, França, Itália, China, Bélgica, Holanda e Portugal - em 6 de fevereiro de 1922. Esse tratado defendia os ‘princípios da Porta Aberta’ na China […] . As nove potências concordaram em respeitar a integridade territorial da China pós-imperial e em não agir para limitar o acesso à região. Cada signatário teria o direito de comercializar no vasto mercado chinês.”²
Como visto acima, os Estados Unidos conseguiram que a Inglaterra renunciasse a sua antiga aliança com o Japão, objetivando limitar a construção de navios de guerra. Com o acordo, o Japão só poderia ter força naval equivalente a três quintos das esquadras americana e inglesa. “Além disso, determinou-se suspender a construção de novas bases e fortificações nas possessões insulares do Pacífico. Os americanos, contudo, excetuaram dessas obrigações o arquipélago do Havaí, e os ingleses o porto de Cingapura. Estes dois pontos controlam, respectivamente, as saídas do tráfego marítimo japonês a este e oeste e foram posteriormente, transformados em poderosas bases navais e aéreas.”³

O Japão devolveu Shantung à China, porém negou-se peremptoriamente restituir Port Arthur e as concessões ferroviárias na Manchúria. O Pacto das Noves Potências, o último tratado da conferência de Washington, eliminou a posição privilegiada dos japoneses em relação a China, conseguida pelas 21 demandas de 1915.

“A reação dos núcleos militares e navais diante deste tratado, equivalente à renúncia do Japão a sua política de expansão, foi extremamente violenta e o Primeiro-Ministro Takahashi viu-se forçado a demitir-se. Começou, assim, o movimento de extremado nacionalismo, que não tardaria a adquirir rápido desenvolvimento.

A tremenda crise produzida em 1929 em todo o mundo, originada pela depressão econômica, teve catastróficos resultados no Japão. Inúmeras indústrias faliram e mais de 400.000 trabalhadores ficaram sem trabalho. Neste clima prosperou aceleradamente a difusão de ideologias direitistas inspiradas no fascismo, que atribuíram todos ao males aos políticos liberais e capitalistas à frente do governo. O exército, e principalmente a oficialidade jovem, converteu-se no maior baluarte do movimento.

A crise acentuou-se com a conferência celebrada em Londres em 1930, sobre o problema dos armamentos navais. O Japão pediu o estabelecimento de paridade entre sua frota e as dos Estados Unidos e Inglaterra, mas seu pedido foi negado. Esta “humilhação” desenvolveu uma nova onda de violência e aumentou o poderio dos nacionalistas. O Primeiro-Ministro Hamaguchi foi vítima de atentado e ficou gravemente ferido.”4

¹ disponível em: ttp://www.terrorismo.embaixadaamericana.org.br/HTML/ijse0210p/suri.htm

²IDEM

³ http://adluna.sites.uol.com.br/400/419.htm

4 IDEM



Bibliografia:

http://www.terrorismo.embaixadaamericana.org.br/HTML/ijse0210p/suri.htm
http://adluna.sites.uol.com.br/400/419.htm
http://www.aticaeducacional.com.br/htdocs/secoes/atual_geop.aspx?cod=598