Na noite de 7 de julho de 1937, tropas japonesas travaram luta com soldados chineses na localidade de Lukochiao, nos subúrbios da cidade de Peiping. Tal incidente foi imediatamente aproveitado pelos dirigentes militares japoneses para levar adiante seus planos de conquista da China. Sem delongas, tropas da Manchúria e do Japão penetraram pelas províncias do norte da China e intimaram as autoridades locais a submeterem-se. A intimidação fracassou e deu origem ao imediato reinício das hostilidades. Em 30 de julho, forças japonesas ocuparam Peiping e prosseguiram seu avanço na direção sul.
Para enfrentar a agressão japonesa, Chiang Kai-shek dispunha de um exército numericamente superior, porém carente quase por completo de armas modernas e de uma indústria bélica capaz de abastecer as tropas empenhadas na luta. Sua força aérea dispunha de menos de 500 aviões, na sua maioria antiquados, modelos de fabricação russa e americana. Assim, o exército japonês, perfeitamente treinado e equipado com armas modernas e tanques, conseguiu levar de roldão as forças chinesas que tentaram conter sua penetração. A aviação japonesa, provida de aviões de fabricação recente, entre os quais se destacava o veloz caça Zero, conseguiu facilmente conquistar a supremacia aérea nos céus da China e submeteu suas cidades a devastadores bombardeios.
O conflito estendeu-se rapidamente para o sul. Em 13 de agosto, forças do exército, da marinha e da aviação japonesa atacaram o porto de Xangai, principal centro industrial e comercial da China. Durante três meses, os exércitos de Chiang Kai-shek ofereceram encarniçada resistência, mas, finalmente, tiveram que retirar-se e a cidade caiu nas mãos dos japoneses. Ambos os lados sofreram pesadas perdas na luta.
Conquistada Xangai, as forças encaminharam-se ao longo do rio Yangtze, na direção de Nanquim, sede do governo nacionalista, superando com suas unidades blindadas a resistência desesperada das tropas chinesas. Esquadrilhas de bombardeiros e caças japoneses apoiavam constantemente o avanço das forças de terra e submeteram Nanquim a violentos ataques. Em 13 de dezembro de 1937, a cidade foi conquistada. Chiang Kai-shek, entretanto, já havia transferido a sede de seu governo para Chungking, cidade situada no interior do país. Ali conseguiu manter-se rechaçando os ataques japoneses até o fim...
Defrontados com inesperada e inflamada resistência por parte dos chineses, os japoneses resolveram acelerar suas manobras, a fim de dar rápido término à guerra. O objetivo seguinte foi o nó ferroviário de Hankow, cuja posse permitiria cortar definitivamente as comunicações entre o norte e o sul da China. Utilizando-se de uma força de cerca de 12 divisões, em junho de 1938 iniciaram o ataque a Hankow, deslocando-se pelas duas margens do Yangtze. Uma poderosa flotilha entrou simultaneamente pelas águas do rio, a fim de apoiar a ofensiva.
O comando japonês lançou suas forças sobre Hankow, em manobra de pinça. Uma coluna avançou pelo sul, mas foi rechaçada pelos chineses, sofrendo pesadas perdas. Ao norte do Yangtze, outras duas colunas abriram passagem na direção da cidade, sustentando violentos combates. Finalmente, depois de quatro meses de luta incessante, as tropas conseguiram quebrar a resistência chinesa. A 25 de outubro Hankow foi ocupada pelos japoneses. Quatro dias antes, Cantão, importante porto do sul da China, também caíra e todo o litoral chinês foi ocupado pelos japoneses.
Essas vitórias, contudo, não causaram desânimo na vontade de Chiang Kai-shek no prosseguimento da luta até o fim. Seus exércitos, entrincheirados nas agrestes regiões do interior, impediram as tentativas dos japoneses de penetração até Chungking. Além do mais, nas zonas ocupadas organizaram-se aceleradamente forças de guerrilhas, cujos ininterruptos ataques forçaram os japoneses a dividir seus exércitos, para manter o controle dos territórios conquistados. Então, a guerra entrou numa fase de estacionamento. O Japão conseguira ocupar as principais cidades e portos da China, mas não pôde obter uma vitória definitiva...
Em 1937, ao dar-se o ataque japonês, o governo chinês apelara para a Liga das Nações em busca de auxílio. Entretanto, esta perdera toda a sua capacidade de ação e limitara-se a redigir uma simples resolução, condenando a agressão japonesa. No mês de outubro, o Presidente Roosevelt, na cidade de Chicago, pronunciou um enérgico discurso, em que anunciou a possibilidade de iniciar-se uma ação coletiva para deter a política imperialista do Japão. Suas palavras, porém, não encontraram eco na opinião pública e nos meios parlamentares, decididos a manter o país à margem de qualquer conflito bélico.
Por iniciativa da Inglaterra e aprovação do governo de Washington, os países que assinaram em 1922 o tratado que garantia a independência da China, reuniram-se, no mês de novembro de 1937, em Bruxelas, para estudar uma fórmula de pôr fim na guerra sino-japonesa. De antemão, porém, a conferência estava condenada ao fracasso. Nenhum dos países estava disposto a arriscar-se numa intervenção armada contra o Japão e, também, não desejavam pressionar o governo chinês a estabelecer um armistício, que permitisse aos japoneses conservar alguma parte dos territórios conquistados.
A reunião chegou ao fim, sem que se adotasse qualquer mediada efetiva. Desta forma, perdeu-se a última oportunidade de pôr um freio à política agressiva do Japão, que culminaria com a eclosão da guerra no Pacífico em 1941.
http://adluna.sites.uol.com.br/400/419.htm


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